Hola todos!
Chegamos no 5º dia de Bolívia, depois de 3 horas de mais uma Flota (onibus por aqui), pousamos em Potosi as 11:30h, cidade capital do Estado com mesmo nome (Potosi), tem aprox. 145 mil habitantes, está a 3.900 m de altitude, tem forte cultura religiosa, indígena, mineracao. Para esta reservamos um dia apenas. Entao estavamos com praticamente 8 horas pra conhecer o que era possivel.
No Terminal (rodoviária) o primeiro impacto, grande, bonita, organizada. No local de informacoes locais, nos indicaram conhecer os varios museos, as igrejas, as minas e as aguas calientes (20 min).
Como qualquer outra cidade visita a senha é ir até a Praca Principal, aqui chamada de 10 de novembro. Deixamos as mochilas no Terminal e já compramos pra 20h passagens pra Cochabamba (Bus Cama, 80 bol cada ou 20 reais ).
Saímos entao de Micro (transporte publico local, custando 1 bol. ou 0,25 centavos de real) em direcao ao Centro, Mercado Central e Praca principal.
Pelo Mercado Central, visita rapida, a sensacao da altitude já era mais forte, Vanessa já estava com dor de cabeca forte. Depois caminhamos pelas ruas do Centro, comprovamos que os principais Museos nao estavam abertos, o primeiro foi a Casa da Moeda e também Las Tiendas (lojas) todas fechadas até 16h, por isso pouca gente nas ruas.
Com urgencia procuramos local pra tomar chá de coca e nos organizarmos pra almoco.Vanessa tomou, mas nao passou a forte dor de cabeca, entao procuramos internet pra consultar amigos, medicos e também que ja estiveram por aqui. Recomedaram analgesico, hidratacao, repouso, etc.
Na Praca ficamos um pouco conversando com as pessoas, avaliando onde mais poderíamos ir. Depois de uma pequena melhora nas cabecas, fomos andando até encontrar a Igreja e Convento Sao Francisco, do seculo 16. Fiz a visita sozinho, Vanessa aguardando, foi maravilhoasa, conhecer a história religiosa na regiao, as principais acoes e compromissos com indios e pobres. A visita demorou quase uma hora e termninou na torre com uma visao fantastica de toda a cidade, no lugar a 4.100 m de altitude, com mais sensacao de falta de ar e frio. Fiz ali filmagem e fotos interessantes e ja pensava em ficar mais um dia na cidade.
Depois saimos pra um Café e depois um Pub 4.060 lindo, até o horario da nossa passagem 20h. A Cena (jantar) com Nachos verdes, Crema de Champiñones e a cerveja local (Potosina), muito gostosa, tanto quanto a Paceña.
Tentei até ver a mudanca da passagem, mas nao consegui e relaxamos por alí até 19:20h.
Depois, saimos pra procurar taxi e nos deixar no Terminal. Logo na rua, com pequena chuva, as pessoas bem "empacotadas" (paraibanês), eu só de short e camisa simples desafiando o frio.
Passou alí um Micro e perguntamos quanto tempo até o terminal, o condutor (motorista) disse-nos que em 20 min maximo chegaria. Encaramos esta com grande preocupacao de perder as passagens.
Em fim, despois de varios sobe e desce, 1 bol ( 0,25) chegamos ao terminal exatamente as 20h, enquanto corria pra pegar mochilas, Vanessa ia até o portao de embarque pra segurar o onibus. Tudo bem até ai, saimos no Bus Cama (?), o melhor até agora.
A previsao de chegada em Cochabamba era as 8:00h da manha, depois de 10 horas, mas estava tranquilo demais para ser verdade.
Entao, por volta das 3h da manha o onibus quebra, no meio de uma serra, escura, muito gelada (5º C ou menos ), com muito vento. Vanessa mais organizada, estava de calca e os seus casacos, mas eu, tentando encarar o frio so de short e camiseta.
Ficamos alí com frio e medo até chegar outro onibus as 7:30h. Depois de pegar meu casaso pra nao "morrer de frio", chegamos em Conchabamba 11:30h, ou seja, 15 horas depois.
Potosi nos deixou uma boa impressao, cidade turistica, agradavel, com transporte publico a um preco acessivel a toda comunidade.
Uma curiosidade: os taxis por aqui nao têm relogio, todos os precos sao negociados. Variaram até agora, de 4 bol até 15 bol ( 1 real a 4,5 reais).
Outra impressao: os Bolivianos adoram comer, muito, em qualquer lugar, seja nas ruas ou dentro do onibus.
Vejam ai as fotos de Potosi e de caminho até Cochabamba.
Abracos